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14 de abril, Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva. Por uma educação que seja especialmente qualificada para atender cada ser humano.


Publicado em: 11 de abril de 2017
Créditos: CRP SP
Fotos: CRP SP

O panorama da Educação, ainda hoje, leva-nos a pensar nos grandes desafios que temos pela frente quando se toma a educação a partir dos princípios da inclusão.Neles as diferenças precisam ser compreendidas não como problemas, e sim como parte de valores humanos, possibilidade de aprendizagem que expressam a riqueza da diversidade humana e ajudam a ressignificar a escola, lócus da educação formal, como um lugar plural, definido por princípios de emancipação, transformação, respeito, equidade, ética e democracia. Mas, como esse é um paradigma em construção, os desafios são grandes.   Na sociedade brasileira e no sistema educacional encontra-se, ainda, fortemente presente o pensamento que valoriza as aquisições realizadas individualmente, as relações de competição entre os sujeitos/alunos, a meritocracia, a centralização no desenvolvimento de habilidades e competências dos sujeitos individuais, numa lógica que imputa ao indivíduo a responsabilidade por seu próprio percurso, “sucesso ou fracasso” sem questionar a sociedade e a qualidade do sistema escolar em que a educação se dá. Na escola de hoje as diferenças pouco comparecem, homogeneízam-se as ideias, as práticas e as avaliações e, sobremaneira, as pessoas, educadores e alunos.   Assim, quando falamos em Educação Inclusiva estamos falando para além do público alvo da Educação Especial, pois a escola acaba reproduzindo e contribuindo com valores e padrões morais e sociais que reforçam a exclusão de certos segmentos da sociedade mais fragilizados, sobretudo os negros, os homossexuais, as mulheres, as pessoas com deficiência, entre outros, a partir de suas diferenças sejam elas físicas, psíquicas, sociais, econômicas, culturais, religiosas, raciais, étnicas e de gênero, podendo gerar conflitos e desencadear violências físicas e simbólicas nos espaços educativos, que acirram o processo de exclusão, intolerância e marginalização. E o alto índice de evasão escolar dessas pessoas nos revela o quanto estamos longe desse ideário de uma escola para todos e todas, preparada e qualificada para a inclusão escolar. A diferença ainda desestabiliza e perturba e o desafio da escola inclusiva é utilizar essa perturbação para produzir novos saberes, novas práticas, novos percursos de existir, descontruindo o encadeamento imediato que se faz entre diferença e desigualdade.   Lutamos por uma sociedade que:   - pense, deseje e concretize uma escola para todos aprenderem e construírem conhecimento das mais diversas maneiras, em congruência com o potencial de cada ser humano, de suas capacidades e de suas limitações, visando à superação da busca de estabelecer quantos e quais são os desviantes e os ideais de acordo com catalogações ou padronizações ditos hegemônicos e normatizadores;   - afirme compromisso em cooperar com a construção de projetos que reconheçam à dimensão das subjetividades e das coletividades, devendo, para tanto, necessariamente contemplar a compreensão do contexto sócio-político a partir do qual e organiza a Educação, a dinâmica institucional do equipamento educacional, as relações entre alunos, familiares e profissionais da educação naquele determinado território;   - tenha nas suas bases o comprometimento com a reestruturação dos sistemas de ensino de maneira que o processo ensino-aprendizagem realize-se a partir das diferentes características individuais, culturais, religiosas, étnicas, sócio-econômicas, etc., e não a despeito delas;   - reforce investimentos e incentivos financeiros em Educação   Enfim, em Comemoração ao Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva, nos mobilizemos e lutemos por um projeto político-econômica-social-educacional mais abrangente e mais radical que aquele que vem sendo compreendido como Educação Inclusiva: trata-se de um compromisso coletivo com a mudança de um modo de pensar e agir, que vise à garantia irrestrita ao direito à Educação, respaldado nos princípios do compromisso social e do respeito às diferenças.